Entrevista Jorge Gonzalez | Buzina Foodtruck

Quem aí já pensou em investir em um FOODTRUCK? Descolada, a ideia com certeza já passou pelas cabeças mais empreendedoras e criativas. Pensando nisso, convidei meu brother-irmão-camarada, Jorge Gonzalez, para contar a história do seu negócio que faz O MAIOR SUCESSO – o Buzina. Você não vai perder essa, né? VEM COMIGO!

O background

Filho de cubanos e nascido e criado nos Estados Unidos – foi dentro desse mix cultural que Jorge se tornou esse cara descoladão. Ele sempre quis ser cozinheiro, mas a primeira formação do jovem foi em PUBLICIDADE. Já entendeu tudo, né? Sim, o conceito de branding teve fortíssima influência na história do Buzina. Mas, como nem só de publicidade vive um bom restaurante, Jorge também teve que ralar e muito para se tornar um chef profissional. Ao todo, passou um ano na Argentina, 5 em Londres e já está há quase 9 anos no Brasil colocando em prática sua gastronomia. No Buzina, especialmente, a sociedade e parceria com o também chef Márcio Silva fizeram TODA a diferença!

Foodtruck no Brasil

Atenção, food nation, o começo dessa história pode lhes parecer familiar! A ideia de trazer o conceito de foodtruck para o Brasil veio em 2013, quando Jorge e Márcio estavam sem trabalhar e afim de ter o próprio negócio. Quantas pessoas vocês conhecem que já passaram por isso? Talvez vocês também estejam passando por algo parecido.

O Jorge me contou que ao andarem pelas ruas, ele e o Márcio perceberam que esse conceito de truck não havia ainda sido aplicado no Brasil nos moldes em que eles conheciam. no exterior. Existiam traillers, carrinhos de lanche, mas nada parecido com um foodtruck. A ideia era estar a cada dia em um lugar diferente, usando as redes sociais como localizador e oferecendo comida de qualidade com um preço justo. Ele mergulhou nessa aventura sem saber se daria certo, teve que arriscar.

Preparo para empreender

Para diminuir os riscos de um fracasso sem precedentes,  Jorge e Márcio escolheram se preparar. Sim, eles investiram tempo e esforço ao estudar todos os prós e contras deste negócio. Buscaram compreender toda parte operacional que cerca um foodtruck. Como montar o veículo, como otimizar a operação naquele espaço, como criar o conceito daquele negócio – cada detalhe vale a atenção. Assim. a rua se tornou a verdade daquela dupla urbana, que queria mais do que nunca este contato do público. O Buzina foi construído para se tornar uma experiência autêntica.

O empresário confessa que já ouviu de quem está de fora, mais de uma vez, que tem muita gente que pensa que um foodtruck é mole. Ele mesmo chegou a pensar isso no começo: “No início ideia era trabalhar de segunda a sexta-feira, só no almoço, e no final de semana ir para praia. Depois vimos que a realidade era bem longe dessa!”, comenta.

Os desafios

Empreender significa estar aberto ao desconhecido – esse foi o segundo desafio da dupla. Quando começaram com o foodtruck ainda não havia uma legislação específica na cidade de São Paulo. Para solucionar a questão rapidamente, cada sub-prefeitura criou sua própria lei, em geral, bem parecida, dando a cada um dos trucks um ponto fixo. Para o bairro de Pinheiros um pouco diferente, criaram 15 pontos de foodtrucks e deixaram o revezamento a critério dos donos. A ideia acabou tendo mais a ver com a proposta do Buzina, que sempre teve a intenção de circular pela cidade, cada dia em um lugar. “Um foodpark, por exemplo, fixo, não precisa de um alvará da prefeitura como o foodtruck”, conta Jorge.

Vale a pena investir em 2018?

O Buzina deu certo em 2013 e dá certo até hoje. Mas, será que vale a pena investir em um foodtruck em 2018? Jorge Gonzalez me contou a sua opinião. Ele comenta que São Paulo é grande e que haverão sempre boas oportunidades para quem criar um negócio novo e criativo – só não pode ser mais do mesmo.  A dica é: em tempos de crise são sempre os negócios mais fortes que sobrevivem, então prepare-se para ter algo a mais para oferecer.

O pitaco do empresário para 2018? ” Hoje eu acharia mais legal começar por um local fixo e pequeno”, diz Jorge. A experiência é própria, hoje, além do foodtruck, o Buzina também conta com sua loja na Rua Cunha Gago, em Pinheiros. A loja todos os dias está lá e não há a necessidade de planejar uma dinâmica extra de montagem e desmontagem, para quem está começando é o ideal. Ah, aqui, a ideia de branding também fez toda a diferença!

Também é importante, segundo ele, ter sempre alguma experiência com a cozinha antes de investir. Uma ótima pedida é fazer um estágio, mesmo que seja não remunerado, em um lugar que você admire a operação. Entrar no ramo não é fácil, não é só glamour e a melhor maneira de entender isso é com a prática. Invista no seu futuro!

Foodtruck ou ponto fixo?

Sem mais rodeios, quer saber o que vale mais a pena? O Jorge me contou que o custo com insumos e o valor de venda é praticamente o mesmo. Um dos segredos para o foodtrck ir bem é aperá-lo com a mesma lógica de compras e estoque de um restaurante normal. A diferença entre os dois e que você precisa pensar é simplesmente essa: você ama a rua? Se sim, se jogue nessa linda aventura de um food truck. Mas, lembrem-se de todos os poréns: montagem e desmontagem, limpeza mais complicada, dias frios e chuvosos. O ponto fixo garante a segurança, enquanto o foodtruck preserva o life style que você escolheu abraçar com o seu negócio.

Novos desafios para o Buzina

Quando se cria um case de sucesso as oportunidades costumam aparecer em uma velocidade maior. É preciso filtrar cada opção! Muita gente já falou com o Jorge e o Márcio sobre a possibilidade de franquias e expansão. A resposta é clara: “Pensamos, mas o Buzina é nosso bebê e ainda gostamos de acompanhar de perto. Gostamos de acompanhar de perto a qualidade. É claro que em uma franquia há uma estrutura, mas ainda não é o momento”.

Eventos e aulas de gastronomia também fazem parte da rotina dos empresários. É só ficar ligado para ver o Buzina por aí!

Rotinas de um restaurante

Por falar em rotina, chegou a hora de arrancar do Buzina o segredo do sucesso. Será que eles também tiveram dificuldades? Quais serão as rotinas dessa dupla? SIM, brother-irmão-camarada, o Buzina também investe em planilhas e sistemas de controle como a Ficha Técnica e o CMV. Não tem mistério!

Ah, as reuniões periódicas de feedback também fazem parte do dia-a-dia do negócio. O bate papo vale para guiar o time e também para formação de profissionais cada vez melhores. A imagem de liderança entre Jorge e Márcio é compartilhada e complementar neste caso – os sócios se revezam entre foodtruck e loja para desenvolver o negócio de forma unificada.

Muito legal a história do Buzina, não é? O mais importante é que você, que começou a empreender ou ainda sonha com isso, perceba que o sucesso não é acaso, é preparo. Bem, de preparo a gente entende e muito! Conheça também os cursos e materiais  Na Cozinha do Politi. Através deles eu te ajudo a transformar o seu sonho em um negócio organizado e lucrativo. Mal posso esperar para ouvir a sua história. Te espero, ein? Forte abraço.

1 comentário Adicione o seu

  1. Sérgio Murilo nogueira disse:

    Bom dia , eu gostaria muito de me aprofundar nesta ideia ( gastronomia) hoje já trabalho informalmente , faço torresmo e também alguns pratos de comida de boteco para vender aos finais de semana , como um complemento de renda , mais minha vontade de me profissionalizar é imensa .Me ajudem a amadurecer esta ideia

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