Atividades gastronômicas em Shopping Center

ALÔ, FOOD NATION! Estamos aqui diligentemente como em todas as terças-feiras para trazer aquele conteúdo esperto de gestão. Eu tenho recebido comentários das pessoas querendo falar sobre atividades gastronômicas dentro de shopping center. Este é um assunto bem delicado, tá? Mas eu trouxe pra vocês uma visão geral para ajudar vocês na hora de fazer as contas e começar a tomar a decisão de implantação. Muita atenção então que este conteúdo promete!

Negociando com com um tubarão

Não é novidade que gerenciar um restaurante é uma coisa complicada, mas isso se torna ainda mais delicado ao operar em shopping center. Digo isso porque as contas precisam ser ainda mais cuidadosas. Tome muito cuidado em especial com a despesa de ocupação. Ao calculá-la, seja meticuloso com aluguel, custo de promoção (ou custo de marketing), além de aluguel fixo e variável. Se a sua despesa de ocupação não ficar entre 10 e 15% da receita total, refaz as contas. Sem o plano de negócio bem afinadinho, nem inventa moda. De verdade, vai por mim!

E não é que o shopping center é a pior coisa do mundo, não estou falando isso! A questão é que ele é um centro comercial que já funciona e não vai dar muitas facilidades pra você. Afinal, ele é um formato de negócio estruturado e que já funciona, é você que precisa adequar o seu modelo de negócio para que ele opere bem lá. Por isso, não é o que eu recomendo para você que está pensando em uma primeira operação gastronômica.

There’s no free lunch

É, amigo, brother, irmão, camarada: não tem almoço na faixa não! Ao implantar o seu negócio em uma shopping center, você tem a garantia de um fluxo de clientes em frente à sua loja. Afinal, o shopping tem um trabalho de marketing forte e entrega os clientes de bandeja para você. Mas, é lógico, tudo isso tem um custo! Luvas serão cobradas do seu negócio e é essencial atentar-se a isso na hora de fechar contrato. O que eu recomendo fortemente é diluir o custo das luvas ao longo da sua ocupação, assim você evita imprevistos lá na frente.

Aproveitando o assunto contrato, diversos shopping centers trabalham com o período de 5 anos. Dá pra negociar? Muita gente acredita que não, mas dá. Mas tenha muito cuidado com o direito de concessão (ou cessão, já ouvi das duas formas). Ao mudar o período de ocupação, algumas taxas podem ser alteradas e isso pode passar batido do seu plano de negócio. Portanto, faz com capricho! A conta precisa ser delicadíssima!

Vantagens x Desvantagens

Se tem uma coisa que este espaço comercial te entrega é estrutura. Você não vai ter que se preocupar com segurança, o que é uma questão recorrente em restaurantes de rua. Além disso, estacionamento e ar-condicionado já são padrão em shopping centers e você mal terá que se atentar a isso. Sem contar, o que até já citamos acima, o fluxo de clientes na frente do seu negócio é garantido. De resto, cabe a você ter posicionamento e entrega para cativá-los, mas o ponto é garantido.

Em contrapartida, estar em um shopping center traz limitações. Por definição, o metro quadrado é muito reduzido. Também em casos de praça de alimentação, tudo é compartilhado e o espaço será sempre uma questão. Caso você queria aumentar o seu faturamento, não poderá contar com jornada de trabalho maior, afinal o horário do restaurante é fixo, e nem a produção de eventos pontuais, o que acontece muito em casos de restaurantes de rua.  Durante a implantação, as atividades gastronômicas dentro de shopping centers têm projetos mais complexos. Existem um caderno de encargos que precisam ser seguidos – discriminando regras de acústica, hidráulica, sonorização, etc. – que encarece o projeto.

Dica do Politi

Vou ser bem direto: eu não recomendo iniciar a sua jornada na gestão gastronômica em um shopping center. Principalmente para você que é marinheiro de primeira viagem, o negócio de rua tem mais margem para você balancear acertos e erros. É mais fácil, vai por mim. Se você quiser, mesmo assim, capricha nas contas e vai na fé. Só é mais complexo, não quer dizer que não vai dar certo!

Existe o caso também da pessoa que tem uma franquia e quer adaptar para o shopping. Isso é legal, é mais fácil de fazer a transição. Até porque, você já tem um formato validado de negócio e já operou ele em outra situação. A única coisa que é essencial neste caso: escolhe um profissional de arquitetura que seja um especialista. Isso porque, com o projeto ideal, você resolve o caderno de encargos, ganha espaço e ainda ajuda no marketing.

No mais, eu fico por aqui e espero você na próxima terça-feira com outro conteúdo PRO para você que se interessa por gestão. No mais, não deixa de fazer suas contas, heim? Por mais simples que pareça a sua operação, ela tem que ser monitorada recorrentemente. Para você que ainda está validando um negócio, te convido a conhecer a CONTA DE GUARDANAPO. Este é um material inteiramente gratuito que simula a continha que eu sempre faço quando alguém me pergunta se um negócio vale a pena. Clica no link, baixa, fica brincando aí e eu te espero na próxima terça.

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