Aizomê – Restaurante Japonês

O Aizomê é meu japonês preferido em São Paulo por muitas razões. À elas:

1. Tem sempre um monte de japoneses, do tipo falando em japonês, comendo ali. São fiéis às tradições. Saquê não é servido em caixinhas de madeira quadradas simplesmente porque não é assim que o saquê é servido no Japão.

2. Não tem frescura. São adeptos da simplicidade. Não tem luxo, a casa não tem nem sinalização do lado de fora. Os pratos valorizam muito mais o ingrediente em si do que os enfeites. Sim, é caro, mas a busca pelo ingrediente ótimo justifica o preço.

3. Tudo é artesanal, preparado na sua frente, para você, objeto daquele pedido, naquele momento. Depois de fazer o seu pedido, o sushiman embala tudo, guarda na geladeira, e começa tudo de novo no próximo pedido. Só peça algo específico se tiver conhecimento sobre o assunto. Se não, deixe sua experiência por conta do menu degustação. 2014-08-16 23.11.13E a não ser que você esteja com um grupo onde a conversa é muito mais importante do que a comida, sente-se no balcão, de preferência de um ângulo que dê para observar o trabalho de perto e conversar com o sushiman.

Ele te explica tudo com a dedicação de um guia turístico.

4. O serviço reflete a filosofia da casa, traduzida no nome: Aizomê é uma técnica de tingimento de tecidos que não pode ser realizada por nenhuma máquina. Não pode prescindir da mão humana. Os sushimen ( 2) são solícitos e simpáticos e os garçons, muito ligados, não deixando nenhum “buraco” na sequência do menu degustação.

Nosso sushiman, o Victor Iwamoto, é sansei, viveu durante 16 anos no Japão, trabalhando como dekassegui e está a 1 ano no Aizomê. Parece muito feliz ali.

Vamos à nossa degustação:

Começamos com o Tempura de camarões empanados com flocos de arroz e Tempura de cogumelos Portabello

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A seguir, Carpaccio de robalo com molho de missô com vinagre e os mini pepinos bem fatiados, passados só no sal.

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Depois veio o prato de sashimi: Pargo, Serra, Olho de Boi, Torô, Atum e Sardinha. Repara em cima do Serra, na cumbuca, a raspinha de limão japonês..

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Então fomos surpreendidos por uma parte do peixe que todo mundo joga fora, a barbatana do linguado, chamada de engawa. Removida na hora, com muito cuidado, com uma faca afiadíssima.

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Aí chegou o primeiro dos pratos principais: Namorado com molho de limão siciliano sobre uma cama de arroz negro e coberto com chips de broto de flor de lótus

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Depois veio uma porçãozinha intermediária, de berinjela marinada em uma mistura de missô, claras de ovos, açucar e saquê doce e depois frita.

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O prato principal, de carne, era um lombo de cordeiro recheado com cogumelos Eryngi, à milanesa.

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E finalmente os sushis. De atum com foie gras, torô, linguado com Shisô (uma folhinha muito verde e bem perfumada) e vieiras com sal do himalaia.

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Estava complicado encontrar lugar, mas não deu pra resistir à sobremesa: souflê de chocolate com calda de leite condensado com wasabi e sorvete de creme.

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O carro você estaciona dentro da garagem e quando vai embora ele está te esperando com a porta aberta. Coisa de japonês do Japão!

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Al.Fernão Cardim, 39 – Jd.Paulista, São Paulo, SP

 Tel (11) 3251-5157

 

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